POR QUE USAMOS SCRUM E DESIGN THINKING JUNTOS?

Design Thinking e Scrum funcionam juntos? É comum hoje em dia, quando todo mundo busca por resultados rápidos, juntar uma série de métodos da moda para tentar alcançar estes resultados.

Muitas vezes, nem sabemos exatamente como trabalhar, quais os benefícios e como tirar melhor proveito de cada um deles. Mas, se Apple, Google e todas as gigantes do Vale do Silício usam, então não pode ser ruim para o seu negócio, não é?

A resposta é que pode ser sim. Muitos fatores influenciam na adoção de uma metodologia, seja ela qual for. Cultura, processos, pessoas e visão do negócio são extremamente importantes para saber como trabalhar.

Já falamos por aqui sobre como superar as principais barreiras para a implementação do Scrum. Para implementar o Design Thinking e tornar uma empresa orientada pelo Design os desafios são parecidos.

Transformar o mindset e dar passos sólidos em cada movimento são essenciais para o sucesso destes processos de mudança.

E eu falo em especial destes dois métodos, Scrum e Design Thinking, porque são dois dos mais populares atualmente. E dois dos mais subutilizados.

 

POR QUE CADA UM DELES?

Antes de escolher trabalhar com um método, você precisa saber porque ele e qual benefício trará para seus times e seu negócio.

É sempre bom lembrar quem um método por si só, ainda que executado com perfeição, não é responsável único por um aumento no seu faturamento. A condução do processo de implementação também é crucial.

Aqui na Icon, trabalhamos com dois métodos em conjunto: Design Thinking e Scrum. O primeiro porque é natural para designers pensar desta forma. O segundo porque se relaciona com a escola estratégica que utilizamos.

 

DESIGN THINKING

O Design Thinking é a forma natural como pensamos e abordamos todos os nossos projetos. E não utilizamos ele apenas por ser uma ferramenta para aumentar a criatividade, mas, principalmente, porque o Design Thinking gera soluções de negócio.

E este é o grande erro que vejo por aí. A implementação do processo como um caminho para ter ideias criativas. Porém, é fundamental que estas soluções sejam viáveis economicamente para a empresa.

Uma das grandes vantagens do Design Thinking é prototipar e testar as soluções criativas antes que elas cheguem ao mercado. Isso, em teoria, reduz os custos de implementação e ajustes quando estivermos falando de um produto/serviço final.

O problema é que, na maioria dos casos, se esquece de olhar para a viabilidade econômica da solução. E aí, temos uma série de projetos com insucesso no resultado, pouco impacto na estratégia da empresa ou mesmo fracassos que nunca chegam aos nossos ouvidos.

E aquele processo rápido, de aprendizado e mão na massa, que diminuiria o custo de desenvolvimento, se torna oneroso para a empresa. Isso porque o custo das pessoas envolvidas no projeto nunca gera um valor sustentável para o negócio.

Ver estas coisas acontecendo é frustrante para nós. Porque sabemos de todo potencial que o Design Thinking tem para criar soluções incríveis, mas por conta de processos mal executados, ele acaba ficando com a imagem de solução mágica que não entrega nada.

Ter visão de negócio é o que torna o Design uma disciplina poderosa de inovação e geração de valor. Sempre desconfie de quem venda o método como uma solução milagrosa e mágica. Eu, pelo menos, assim o faço.

Portanto, ele é utilizado para desenvolver uma solução criativa que gere uma solução de negócio com valor para nossos clientes.

 

SCRUM

Se no desenvolvimento usamos o Design Thinking como método, na gestão dos projetos é o Scrum que nos auxilia.

Isso porque na condução do desenvolvimento dos projetos, seu método de organização e descentralização auxilia na entrega em um tempo menor. Em outras palavras, nosso time gerencia as tarefas que precisa executar e acompanha o esforço necessário em cada passo.

Com uma visão clara de cada projeto, fica fácil para toda a equipe entender as demandas que precisam ser entregues a cada semana e também entender se o volume de trabalho gerado está abaixo, na média ou acima do que ela pode entregar com qualidade.

E, gerir projetos por entregas semanais (ou quinzenais), ajuda todos e entenderem a evolução do projeto. Os entregáveis ficam evidentes, o foco está nos 20% que mais geram valor, o que pode gerar economia extra para o cliente!

Bem como a prototipação e o teste do Design Thinking, quando o Scrum foca nos 20% de atributos que geram 80% do valor da entrega, pode ser desnecessário utilizar os outros 80% de esforço e 20% de recursos no produto. Menos recursos utilizados, mais dinheiro economizado.

E, para o cliente, duas coisas importam: ter o seu desafio inicial resolvido e economizar recursos. Sempre. O Scrum nos auxilia a ter esta visão e agilizar nossa operação.

 

OS DOIS JUNTOS?

Esclarecido o papel de cada um aqui na Icon, é interessante falar como eles caminham juntos e em quais pontos se cruzam para gerar valor para nossos clientes.

Ultimamente, tenho lido muitos artigos falando mal sobre ambos os métodos e também sobre como os dois juntos não funcionam. Novamente, reforço o que disse no começo deste texto: você precisa saber o que gera valor para a sua realidade.

Mergulhar na adoção de um método ou mindset exige mais do que simpatia por eles. É um processo de transformação que atinge à todos na empresa!

Para nós, existem alguns pontos que fazem sentido e que potencializam os resultados dos dois métodos. O primeiro é a escola estratégica que adotamos por aqui: a do Aprendizado.

Se o seu negócio está muito preso na escola estratégica mais comum, a do Planejamento, isso significa que o tempo de reação não é tão rápido. Sabendo disso, há um natural oponente para a implementação de métodos ágeis.

Nem sempre isso é uma verdade, mas é preciso entender a força deste mindset na sua empresa. Além disso, boa parte da economia de recursos que temos por aqui está no processo de prototipação e teste.

Deste modo, conseguimos avançar mais rápido com tarefas que entregam atributos essenciais em nossos projetos. E com mais assertividade. É um ganho duplo.

Outro ponto que funciona muito bem para nós, em que um método fortalece o outro, são as equipes gerindo a si mesmas. Isso porque em nossos projetos atuamos com times interdisciplinares, e os diferentes profissionais precisam atuar em conjunto.

Quando eles podem definir as tarefas que serão realizadas e quando, fica mais fácil para que nossos recursos se distribuam do modo que eles entendam que será melhor para o ganho de produtividade.

Assim, nunca estamos com pessoas paradas esperando para resolver algo com outra pessoa. Elas se ajustam e desenvolvem as soluções sem que o tempo de espera encareça projetos.

Por fim, ganhamos também porque o princípio 80/20 aplicado aos dois métodos foca nos atributos que geram valor para o usuário final. Com um olhar do Design sobre todos os projetos, conseguimos economizar recursos com entregas mais certeiras.

Justamente por trabalharmos sempre orientados ao que gera valor para o ser humano, buscar os atributos que geram mais valor é fundamental. E, com este aprendizado, conseguimos organizar entregas valiosas em nosso backlog.

 

E COMO FAÇO ISSO NA MINHA EMPRESA?

Não existe uma resposta simples. Cada ambiente apresenta suas características e desafios, exigindo caminhos e processos diferentes. Pode ser até mesmo que, na sua empresa, nenhum dos dois seja viável com os recursos atuais!

Isso não impede que você tire proveito deste métodos. Existem parceiros, como a Icon, que podem trabalhar para otimizar seus recursos. Ao mesmo tempo em que você pode ter uma solução de negócio criativa, pode ter isso utilizando menos tempo.

Muitas vezes, existem células de inovação dentro das empresas. Mas uma visão de fora também pode colaborar com visões de outros mercados, enriquecendo ainda mais as soluções a serem desenvolvidas.

Se você quiser internalizar os métodos, é preciso entender que existe um processo para que o mindset seja transformado. O resultado pode ser incrível, mas paciência é fundamental.

E, se você entender que há uma trava conservadora demais no seu negócio, é possível utilizar recursos externos para superar seus desafios. Afinal, mais vale terceirizar para um especialista do que internalizar processos incompletos.