O Scrum funciona para o meu negócio?

A metodologia Scrum vem ganhando força nos últimos anos (ou meses) em empresas de diversos portes e segmentos pelo mundo todo. Afinal, a promessa do dobro do resultado, na metade do tempo (baseado no título do livro escrito por Jeff Sutherland, um dos criadores da metodologia), parece sedutora de início. Mas, será que o Scrum que, originalmente, nasceu para os desenvolvedores de softwares funciona para todos os tipos de negócio?

Antes de entender a particularidade de cada negócio, é importante entender o conceito central do Scrum e todos os papéis e pilares da metodologia. Afinal de contas, sem entender essas importantes partes de seu funcionamento, fica difícil saber se ele se aplica à sua realidade ou não, certo? Vamos lá então:

De acordo com o guia do Scrum, sua definição é:

“Um framework dentro do qual pessoas podem tratar e resolver problemas complexos e adaptativos, enquanto produtiva e criativamente entregam produtos com o mais alto valor possível.”

Por mais que, em sua lógica central, o Scrum seja usado basicamente para a construção de produtos, a realidade é que ele foi desenvolvido para a solução de problemas. E todo mundo tem problemas, certo? Ok, mas como saber quais tipos de problema podem, ou não, ser resolvidos com Scrum? É aí que entram os papéis mais importantes de toda a implementação do processo.

O primeiro papel que você obrigatoriamente precisa ter em sua empresa, para que o Scrum possa se desenvolver é o do Scrum Master. Esse cara é o responsável por educar a empresa para uma cultura de agilidade, levando não só o time responsável por projetos à excelência nas entregas, mas também por criar um ambiente favorável para a gestão em scrum. Isso passa, principalmente, pelos stakeholders.

O papel do Scrum Master é essencial, e faz sentido para qualquer organização, de qualquer porte, que deseje adotar a metodologia em seus projetos, ok?

Dito isso, vamos para outro papel muito importante: o do Product Owner. Essa é a pessoa responsável por gerir o diálogo entre o time de desenvolvimento e os stakeholders (de todos os níveis). O Product Owner é a pessoa que prioriza o que deve, ou não, ser feito em um projeto (respeitando, claro, os objetivos estratégicos e operacionais do negócio). De acordo com o guia do Scrum, o Product Owner “é o responsável por maximizar o valor do produto e do trabalho do Time de Desenvolvimento.”

Esses, somado ao time de desenvolvimento (o que executa efetivamente o projeto) são os principais protagonistas do Scrum em uma empresa.

Existem diferentes formas de unir ferramentas de negócios ao Design. Mas, é sempre  indispensável ter equipes interdisciplinares para realizar um bom trabalho.

É aqui que nasce o nosso método em Business Design. Há algumas formas de abordar um negócio com a visão em Design. E, na Icon, criamos um método único.

 

PASSAMOS PELO BÁSICO, E AGORA?

Imagino que essa tenha sido sua pergunta, certo? Bom, vamos agora para a análise pela qual esse texto foi escrito: para quais tipos de empresa o Scrum serve? A resposta é: para todas! Em primeira análise, as metodologias ágeis se aplicam em qualquer tipo de negócio. Porém, quando aprofundamos a análise da operação efetiva de um negócio, ressalvas podem (e devem) ser feitas, é claro. Vamos a elas?

  1. Hoje, a sua operação é mais braçal, ou operacional?

Para essa análise, vamos tomar como exemplo a nossa operação aqui na Icon, que majoritariamente trabalha no campo estratégico (como consultora de business design). Além de trabalharmos com produtos intangíveis, nossas entregas normalmente estão atreladas à decisões de terceiros (clientes) para serem finalizadas. Ainda assim, com algumas dificuldades que, em teoria, impediriam a implementação do Scrum como metodologia, optamos por gerir nossas entregas pelo ágile.

Vamos comparar agora, em relação a complexidade de implementação, com uma grande empresa da indústria alimentícia, por exemplo. Nesse caso, existem níveis de implementação do projeto: da gestão, ao chão de fábrica. E sim, todos eles podem ser impactados pelo método. Porém, essa educação não pode ocorrer de forma abrupta. É preciso entender que o Scrum é um método de evolução continua, e isso deve ser levado em consideração também para sua implementação dentro de uma empresa.

Em resumo: o aprendizado do Scrum é diferente conforme a área de atuação da empresa. Por isso, é importante fazer uma análise prévia da operação antes de implementar. Porém, para cada caso, uma implementação diferente do método é possível.

2. Já existe uma gestão em mudança dentro do seu ambiente corporativo?

Comumente chamada de Change Management, esse ponto também está sendo cada vez mais discutido nas grandes empresas, mas, ainda há um longo caminho a ser percorrido nesse assunto. Quando se há um processo de gestão da mudança, o aprendizado do ágile se torna mais leve e suave de ser absorvido, porque os colaboradores se adaptam e abraçam a mudança.

Com essa gestão bem executada, os colaboradores entendem a importância de um novo processo para o resultado não apenas da empresa, mas também de sua produtividade dentro do mecanismo corporativo. Gerir em Scrum, normalmente, significa entregar mais em pequenas entregas, mas, que sempre geram valor final para o produto ou serviço oferecido pelo negócio.

3. A mudança do Scrum não começa na operação

Ao contrario do que muitos dos que estão lendo aqui devem acreditar, a primeira mudança do Scrum não é na operação de um negócio. Antes de tudo, é preciso entender que promover a agilidade no seu trabalho é, antes de tudo, promover uma mudança ORGANIZACIONAL. O Scrum trabalha com times menores e multidisciplinares, diferente do modelo tradicional das empresas da era industrial, divididas por setores e hierarquias que não se alteram nunca.

Muda-se não apenas o modelo organizacional, mas também o modelo de tomada de decisão, que na agilidade é tomada pelo time todo e não por um único gestor. Quem melhor do que o time de desenvolvimento para saber se uma tarefa é realizavel ou não? Por isso, antes de iniciar a mudança operacional, prepare o mindset de seu ambiente corporativo para uma mudança estrutural. Novos papéis são criados e hierarquias desnecessárias são derrubadas.

 

OK ENTENDI OS CONCEITOS, MAS COMO DECIDIR SE O SCRUM SERVE PARA MIM?

Eu poderia vir aqui, afirmar para você, que assim como na matemática existe uma formula mágica para descobrir se o Scrum é para você. Mas, bem como o conceito de agilidade prega, nós trabalhamos com a massa cerebral das pessoas, e ela raramente é exata. Por isso, a melhor forma de descobrir se o Scrum serve para você é obedecendo exatamente o que diz o processo: implementação de melhoria continua!

Você não precisa, do dia para a noite, virar a chave de todos os seus times para uma nova metodologia. Isso iria fazer sua empresa perder tempo, esforço, dinheiro e pessoas. Comece pequeno, com apenas uma equipe de até 9 pessoas (incluindo Scrum Master e Product Owner (ver conceitos acima novamente caso tenha dúvidas)) e vá progressivamente evoluindo conforme o avanço do processo.

A evolução do método é uma questão de educação, compromisso com a mudança e um novo mindset de que é possível entregar mais, em menos tempo. Caso você tenha dúvidas, não só sobre o processo, mas também sobre sua implementação, busque profissionais certificados em Scrum. A Icon é uma empresa credenciada pela Scrum Alliance e pode auxiliar nesse processo de mudança. Não deixe de nos procurar caso tenha dúvidas!

E aí, ainda acha que o Scrum não pode ser aplicado em seu negócio? Procure entender os impactos dele em sua realidade e sua operação. Essa é a melhor forma de tomar uma decisão acertada!