COMO AS MARCAS PODEM PARTICIPAR DAS RELAÇÕES P2P?

Em alta nos últimos tempos, a relação P2P (ou Peer To Peer, também nomeada com Foe to Foe), caracteriza a relação direta de negócios entre duas pessoas físicas, independente das empresas. Esse assunto começou a se fortalecer no início da década de 2000, com empresas como o Napster se fortalecendo (a empresa foi criada em 99) e plataformas como o bit torrent ganhando espaço cada vez maior no compartilhamento de arquivos entre usuários, independente de plataformas milionárias por trás desses envios.

Porém, o P2P ganhou ainda mais relevância depois da popularização das criptomoedas, em especial o Bitcoin, criado por Satoshi Nakamoto (nome fictício, pois o criador da moeda é desconhecido). A criptomoeda se tornou gigante nos últimos dois a três anos, depois que ficou-se mais claro a independência do sistema dos grandes bancos, o que agradou (e muito) os usuários da moeda .

Atualmente, o Bitcoin é visto como investimento, mas esse não é seu real propósito. Sua missão é livrar as pessoas das “amarras” das grandes instituições bancárias. Isso de fato levou esses grandes bancos a tomarem um “susto” com essa nova movimentação. Isso, aliado à chegada forte do Nubank nos últimos 5 anos no Brasil, acelerou exponencialmente a digitalização e a liberdade dos meios de pagamento criados por bancos como o Itaú e o seu “Iti”.

Analises de negócios à parte, o intuito desse texto é entender porque o desenvolvimento dessas relações pode impactar a relação entre marcas e pessoas e como isso pode acontecer. A relação peer to peer começa a ultrapassar a esfera da internet e dos meios de pagamento e começa a chegar à novos mercados. Um grande exemplo de como o P2P pode ser potencializado com um bom discurso de marca é o AirBnB, a evolução do que inicialmente começou com o site “couchsurfing”.

 

COMO FUNCIONA UMA RELAÇÃO SEM INTERMEDÍARIOS?

Na prática, a relação P2P é incrível. Pessoas negociando, enviando e trocando diretamente com outras pessoas, sem a necessidade de um garantidor entre as partes. Isso tudo parece ótimo, certo? Mas na realidade não é bem assim que funciona.

As pessoas querem confiar umas nas outras, mas em uma realidade de golpes e crimes como a que vivemos, quem consegue ter plena certeza de que não está sendo enganado pelo outro “peer” do outro lado da tela, a cara qual não conseguimos ver?

Protocolos como o blockchain vieram para aumentar a segurança e a integridade dessas transações, principalmente quando falamos em criptomoedas (principalmente o Bitcoin), mas, ainda assim as pessoas viam uma necessidade latente por uma segurança maior nas negociações e fechamento de negócios em relações entre pessoas físicas pela internet.

Mas isso não era suficiente. Foi aí que, desde o início dos anos 2000, diversas empresas surgiram com o intuito de validar essas transações e relações (que acontecem de maneira frenética, todos os dias). Vamos entender o impacto dessas marcas no mundo e no relacionamento entre pessoas (C2C ou client to client) no mundo moderno.

 

COMO FALAM AS MARCAS QUE FACILITAM O P2P?

Falando dessa forma, você provavelmente não deve se lembrar de nenhuma empresa que veio para chancelar essas relações, mas agora vamos entrar no detalhe, para entender como as marcas entenderam essa nova realidade, se adaptaram e criaram enormes impérios com um volume baixíssimo de investimento, se comparado a players tradicionais dos mercados em que entraram.

Nosso primeiro exemplo é o AirBnB, empresa bilionária (a qual já teve seu valor líquido estimado em mais de 35 bilhões de dólares pela Forbes) que não possui uma única hospedagem em seu nome no mundo todo. A solução criada pelo AirBnB veio para trazer uma segurança maior e uma garantia para aqueles que se hospedam nos imóveis de outras pessoas.

Porém, nosso foco aqui não é analisar os negócios, mas sim o comportamento de marca de empresas que facilitam e garantem as relações C2C. O AirBnB não foi o pioneiro de sua área de atuação (tendo como concorrente ao entrar no mercado, empresas como o Home Away), porém, foi sua estratégia de marca que levou a empresa para um novo patamar, tornando-se um negócio multinacional, com clientes em quase todos os países do mundo.

COMO UMA MARCA PODE VENCER A DESCONFIANÇA E GERAR NOVAS CONEXÕES?

O desafio a ser enfrentado era: como se diferenciar e gerar maior segurança para seus usuários? A resposta veio por um trabalho extremamente competente de rebrand, feito pelo Design Studio.

O conceito do AirBnB deixou de ser apenas “uma plataforma de hospedagem entre pessoas”, mas se tornou uma ferramenta para permitir que as pessoas pudessem “pertencer a qualquer lugar”.

“Nós acreditamos em um mundo onde as pessoas possam pertencer à qualquer lugar”.

Mission Statement do AirBnB

Essa se tornou o novo statement de marca da empresa, mas não apenas isso. A empresa se entrega à um novo nível de comprometimento ao atestar seu desejo de criar o pertencimento à qualquer lugar do mundo. Isso impacta não apenas na hospedagem, mas também na movimentação que a empresa gera em comunidades por todo o mundo.

Por isso, diversos estabelecimentos parceiros em cidades-chave para a empresa estão preparados para receber seus clientes, criando uma sensação de pertencimento ainda maior.

Mas tudo isso parece valer a pena, tendo em vista o crescimento exponencial da empresa nos últimos anos, certo?

EM RESUMO: COMO MARCAS PODEM FAZER PARTE DO P2P?

O intuito desse texto é exemplificar como novas realidades podem trazer novos comportamentos. Não apenas para pessoas, mas também para marcas. O case do AirBnB é um grande exemplo de adaptação à uma nova realidade, em que pessoas querem adquirir e trocar com outras pessoas, mas com uma garantia de que serão bem atendidos.

O foco da empresa é o serviço, a facilidade. Mesmo sem possuir um único quarto de hotel no mundo inteiro, o o AirBnB consegue hospedar pessoas em mais de 220 países atualmente, em mais de 100.000 cidades. Os times da empresa estão sempre focados em desenvolver experiências novas para seus clientes, atuando como um incentivador não apenas de novas viagens para seus hóspedes, mas também da evolução da hospedagem com seus proprietários.

O foco da empresa é o serviço, a facilidade. Mesmo sem possuir um único quarto de hotel no mundo inteiro, o o AirBnB consegue hospedar pessoas em mais de 220 países atualmente, em mais de 100.000 cidades. Os times da empresa estão sempre focados em desenvolver experiências novas para seus clientes, atuando como um incentivador não apenas de novas viagens para seus hóspedes, mas também da evolução da hospedagem com seus proprietários.

O futuro é cada vez mais P2P, mas com certeza marcas que criarem uma plataforma que tornem essa interação mais intensa em novos mercados estarão sempre à frente!